O Dia Em Que O Céu Ficou Vinho Tinto – Hirasawa Riku

Até no mais escuro dos dias, há uma brecha de luz
Até no mais escuro dos dias, há uma brecha de luz

Está dando tudo errado
Difícil de acreditar
Pois com tantos nós atados
Sinto muita falta d’ar

Parece que o azul celeste
Se fechou num vinho tinto
Com tudo que me fizeste
Me sentir como eu me sinto

É difícil de entender
A lógica dos fatores
É como querer bater
Em dois grandes lutadores

Mas tudo ainda é curioso
Pois não consigo chorar
Pois eu continuo tendo asas
E sei que consigo voar

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Sabe aquele dia que parece que nada dá certo? Aquele dia em que tudo é como chutar uma parede: doloroso e inútil? Aquele dia em que seus problemas parecem crescer e ter o triplo do seu tamanho?
Pois é… É muito desagradável! Parece que todos os nossos esforços para melhorar as coisas são em vão e que no fim de tudo, nada melhora… Temos a sensação constante de que há uma complexa conspiração do universo contra as nossas vontades e desejos e, assim, nos revoltamos contra tudo e todos. Ficamos mais ríspidos e dispensamos os comentários alheios, preferindo ficar reclusos em nosso íntimo sofrimento.
É aí que cometemos o maior de nossos erros.
Quando decidimos nos fechar, as portas para melhorar o nosso campo de visão se fecham: como enxergar a luz se fechamos os olhos? Esquecemos as possibilidades maravilhosas que a vida guarda diariamente para nós, as pessoas mais prestativas que gostariam de nos apoiar em momentos delicados; mas o relógio não para de girar, assim, enquanto perdemos tempo em que poderíamos estar buscando um sorriso para curtir o nosso infortúnio, a nossa desgraça, a nossa dor.
Tornou-se hábito olhar para as direções erradas, para os lugares errados na hora da dor. Em vez de remoer as nossas árduas complicações, temos que buscar alternativas que fujam da irritação e do ódio. Soluções que irão nos fazer bem são possíveis! Nenhuma pessoa vai se sentir melhor em relação a qualquer problema apelando para vigança ou deixar-se cair em depressão… É preciso fazer algo extremamente difícil, mas que sempre acalenta o coração: perdoar.
Se você é o culpado pelos seus problemas, perdoe-se. Se seu marido é o culpado pela sua dor, perdoe-o. Se sua amiga é a culpada por suas preocupações, perdoe-a. Se seu vizinho é o culpado por suas angústias, perdoe-o. Se um estranho é o culpado pela sua inquietação, perdoe-o. O perdão não é um presente que você dá para as outras pessoas! Engana-se quem pensa desta forma. O perdão é o maior presente que alguém pode dar pra si mesmo. Talvez, com mais carinho e compreensão, cada um será mais capaz de encarar as adversidades impostas pela vida com mais energia!
Faça um favor para você mesmo: perdoe.
O Dia Em Que O Céu Ficou Vinho Tinto – Hirasawa Riku

Prantos Gélidos – Hirasawa Riku

Buscai a luz
Buscai a luz

Sinto meu peito apertado
Inquieto quero parar
Mas algo que me impulsiona
Já desfigura meu mar

Vejo tudo sem enxergar
Cheiro tudo sem nariz
Respiro sem nem ter ar
Sinto aquela cicatriz

Esse meu peito inflamado
Congela em poucos segundos
É como um dragão alado
Se mostrando moribundo

Os meus olhos latejantes
Vão sorrindo em prantos gélidos
Pois já não são em contos épicos
Que estão vivendo os gigantes

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Se não soubermos identificar os verdadeiros gigantes, seremos como um dragão moribundo…

Prantos Gélidos – Hirasawa Riku

Exame de Consciência – Hirasawa Riku

Veja, olhe que a cena foi horrível
Veja, olhe que o corpo está sofrível
Vejo, olho e não dá pra agüentar…

Veja que na face nada se passa
Não há sinal exposto na carcaça
Eu vejo que é possível suportar

E veja que com coração vazio
Não dá para ter o corpo sadio
Que a rotina de viver por um fio
E que nesse calor se sente frio

Só veja que com coração aberto
Dá para achar cada caminho certo
Cada feiticeiro encontra o seu cetro
O que está distante fica mais perto

E veja que até o mais lunático
Deita, dorme, também tem de sonhar
E que até alguém que se diz fantástico
Sempre vai necessitar desse altar

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Todos nós necessitamos do altar!

Exame de Consciência – Hirasawa Riku