O Poema

O poema é uma ferida aberta
Que insiste em não fechar
Que arde enquanto aperta
Que dói onde ele está

O poema é notícia incerta
Incerto ao ressoar
Desvia a moça quieta
Que o deixa para lá

O poema, sim, é um tijolo
Pesado e tão pequeno
Que cai no pé do tolo
Num dia não sereno

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O Poema

Soneto das Flores – Hirasawa Riku

Em nosso primeiro ano, tudo sempre foram flores
Em nosso primeiro ano, tudo sempre foram flores

Este lugar é bonito e grandioso
Ele exala este magnífico aroma
E providencia este contínuo gozo
Pois estás aqui o inverso de Sodoma

E esse gigante campo tão pomposo
Coisas maravilhosas juntas soma
Instrumentos em ritmo harmonioso
E o grande Pai, que pela mão nos toma

Foi assim que foi crescendo o nosso amor
Sempre livre das discussões as dores
Como a bela estrela temos fulgor

Em nossa vida não fomos atores
Nossos narizes sentem todo o odor
Pois conosco tudo sempre são flores

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Poesia em homenagem à minha amada namorada um dia depois de termos completado um ano de namoro.

Namoro: uma palavra que se tornou ambígua nos dias de hoje. Atualmente, já se confunde o sentido do namoro com o casamento, namorados mantém relações sexuais e, muitas vezes, moram juntos. Juntamente com esta alteração na sociedade, que vem condenando o chamado “namoro santo”, traz consigo um triste fato: a quantidade de divórcios tem aumentado exponencialmente.

Com a liberdade que os adolescentes criaram para manter relações antes reservadas ao matrimônio, a prioridade para saber se um relacionamento vai funcionar passou a ser o prazer físico. “Tem que ficar com ela antes pra saber se vai gostar, né?”, eis uma frase comum nos jovens de hoje. O diálogo, que é o maior problema em grande parte dos casamentos que não tem um final feliz, vai sendo, desde o início, colocado em segundo plano. Os jovens não se preocupam em ter longas conversas, conhecer mais sobre a família daquela que poderá, um dia, ser o seu futuro marido ou a sua futura esposa.

As pessoas desenvolvem um relacionamento embasado no calor gerado pelo prazer físico e acabam aceitando a idéia de que brigas e discussões são naturais, mas isso acaba não resistindo ao compromisso máximo do casamento. A sociedade vem, inclusive, massacrando aqueles que se recusam à adequar-se à nova corrente de idéias: não concordar com o sexo antes do casamento não é mais um simples pensamento, a sociedade rotulou aqueles que pensam assim como ‘atrasados’, ‘retrógrados’, ‘conservadores’, entretanto, ignoram os dados que indicam que o índice de casamentos que se mantém firmes após os dez primeiros anos é maior entre os que se casam virgens do que os que não tiveram “namoros santos”.

Um namoro sem brigas, discussões e relações sexuais, não só é possível, como é extremamente positivo para a durabilidade e qualidade da relação. Provavelmente, muitos namoros poderiam ter sido salvos se o tempo gasto com sexo tivesse sido investido em conversa, diálogo. Conhecer a pessoa que está ao seu lado é uma forma de fortalecer os laços do relacionamento.

Deve-se entender que isso não é necessariamente um pensamento religioso. É fato que a religião defende essa linha de pensamento, mas essa fórmula foi aplicada com sucesso durante muitos séculos na sociedade mundial. Não é difícil ver que os divórcios eram muito mais raros nas gerações de nossos avós do que nos dias atuais. Eis um exemplo prático de algo que a mídia vem tentando descaracterizar, algo importante que  as pessoas não querem aceitar como tanto.

O namoro tem um sentido. Buscá-lo é fundamental.

Soneto das Flores – Hirasawa Riku

Seja céu ou seja mar, você – Hirasawa Riku

Mesmo que eu fale de um rio, eu estarei pensando em você
Mesmo que eu fale de um rio, eu estarei pensando em você

Há poesias que falam do céu
Há poemas que já citam o mar
Há textos sobre um fogaréu
E sobre o que se imaginar

Há alguns previsíveis
E outros surpreendentes
Há uns incompreensíveis
E outros pertinentes

Meus versos podem até variar
Falar do céu, fogo ou do mar
Mas uma imagem permanece
E é uma imagem que me aquece

Não importa o que eu faça
É impossível esquecer
E não importa a fumaça
Sempre poderei ver

Nada me impedirá de ver
A pessoa que anima meus sonhos
Em quem meus sentimentos ponho
Você sabe que ela é você

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Você não sai dos meus pensamentos!

Tenho que admitir que essa poesia ficou bem ruinzinha…

Seja céu ou seja mar, você – Hirasawa Riku

Paradoxo de um Diálogo – Hirasawa Riku

Mamãe, mamãe
Por que tu sempre me ignoras?
Eu fico gritando em vão
Tu me enxergas mas não me olhas

Mamãe, mamãe
Todo o tempo estive aqui
Só te peça que não finja
Que já desapareci

Mamãe, te digo
Nunca, ninguém maltratei
Se não quiseres, não vingo
Eu não te destronarei

Mamãe, me explica
Qual foi meu tão horrendo crime?
E por que já me criticas
Se você ainda não viu esse filme?

Mamãe, me escute
Pois continuo a gritar
Essas pessoas que te iludem
Não compreendem o que é de cá

Mamãe, mamãe
Eu te digo que morri
Mas nunca derramei sangue
A minha vida perdi
Sendo que eu nunca nasci

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A maior covardia do mundo…

 

Poesia indicada para o Festimar 2008!

http://br.youtube.com/watch?v=AUsbXK5hats

Vídeo vencedor do Festimar 2008!

Paradoxo de um Diálogo – Hirasawa Riku

Entre Prantos e Sorrisos – Hirasawa Riku

Passado e futuro
Sempre fostes mãe
No claro e no escuro
Sempre fostes mãe

Alegria e discórdia
Sempre fostes mãe
Saúde e doença
Sempre fostes mãe

Entre prantos e sorrisos
Entre facadas e abraços
Mãe, deixará o seu vestígio
Pois, sem fim é o nosso laço

Sempre fostes mãe
Quando a desonrei
Quando a maltratei
Quando a difamei

E tão lindo amor
Incondicional
Que supera a dor
Bem que vence o mal

Agradecimentos
À progenitora
Minha geradora
Pelo comprometimento

Entre prantos e sorrisos
Entre facadas e abraços
Mãe, deixará o seu vestígio
Pois, sem fim é o nosso laço

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Mãe, obrigado!

Entre Prantos e Sorrisos – Hirasawa Riku

Língua Materna – Hirasawa Riku

I must ask you to leave
Just let me rest in peace
I wonder if my time’s came

I want to watch it again
The movie is always the same
What does fill this can?

Porque eu a abandonei
Sem nem dó nem piedade
Eu já reinvindiquei
Agora tô sem saudade?

Minha língua tão bela
Que é tão doce e singela
E o poeta dizia
Lá na sua poesia

Eu posso terminar
Estes primeiros versos
Mas não posso largar
A minha mão desse terço
Nem minha língua de berço…

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O Português, lígua originária do Latim, idioma que foi o mais falado no mundo do século XIII ao século XVI (estatística aproximada), língua de beleza infinita e que jamais deve ser esquecida… Os outros idiomas tem belezas sim, mas isso jamais pode diminuir a Língua Portuguesa!

Língua Materna – Hirasawa Riku

Poeta Sem Rumo – Hirasawa Riku

Hoje eu estou desolado
Já não quero escrever
Estou tão chateado
Mas não tenho poder…

Minha criatividade
Já está ofuscada
Se bem que nessa idade
Eu queria uma fada

Talvez com uma musa
Meus versos se enchessem
Com mais de meia-dúzia
De palavras sem blusa

Talvez com a mulher
Toda a poesia
Ganhe mais melodia
Erotismo, ah, é!

Ignore esses meus versos
Já não são racionais
Os prazeres carnais
Iludiram o método

De um poeta sem rumo
E sem uma bandeira
Que na noite espreita
Arrumando seu mundo.

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Essa é a minha postura em relação a tudo isso que vemos nos dias de hoje…

Poeta Sem Rumo – Hirasawa Riku