Ao Calado

Calado, inquieta essa alma quieta
Que quieta quer estar
Porque o quieto certo
Quer inquieto
Caminhar

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Ao Calado

Imposição – Hirasawa Riku

 

Entre quatro paredes...

 

Nos passos descompassados de um coração
Na batida contida da brisa do céu
Intuito fortuito, sim, eles tentarão
Com a graça sem graça de corromper o véu

Os alvejados passos marcados irão
Seguindo sem riso os compassos desse réu
Ao destino longíquo dar-lhe-á suas mãos
E ao paladar amargar o mais doce mel

Na vontade sem vontade brilhando em cor
No vazio falta brio pra buscar nova luz
As barreiras em cadeia disfarçam a dor

Feridas contraídas enchem-se de pus
Nostalgia em epidemia desabrocha em flor
Aqui jaz a paz soterrada sob uma cruz

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Um ato imposto dói. Uma vida imposta é uma tortura.

Imposição – Hirasawa Riku

Nuvens de Agosto – Hirasawa Riku

Nas nuvens de agosto
Espairo na grama
É o vento que tomo
É a voz que me chama

Calado em silêncio
Os calmos suspiros
A paz que sustento
A paz que transpiro

Os raios de sol
Sim, beijam o meu rosto
Sei que não estou só
Sei que não estou louco

Pois durante o inverno
Nuvens já não há
Mas tudo que é eterno
Alarga o meu mar

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Eu gosto de nuvens…

Nuvens de Agosto – Hirasawa Riku

Relógio Analógico de Bolso – Hirasawa Riku

Pulsar suave, constante e inabalável
Pulsar suave, constante e inabalável

Barulho pendular
Movimento em círculo
Constante com meu mar
Com tudo tem um vínculo

Corre lentamente
Anda muito rápido
Pára de repente
Num momento sádico

Existe e não existe
Existência crítica
Numa constante otite
Existência límpida

Inútil importante
Fundamento básico
Por onde quer que ande
Pode-se ser ácido

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O tempo é inocente diante de nossas faltas.

Relógio Analógico de Bolso – Hirasawa Riku

Seja céu ou seja mar, você – Hirasawa Riku

Mesmo que eu fale de um rio, eu estarei pensando em você
Mesmo que eu fale de um rio, eu estarei pensando em você

Há poesias que falam do céu
Há poemas que já citam o mar
Há textos sobre um fogaréu
E sobre o que se imaginar

Há alguns previsíveis
E outros surpreendentes
Há uns incompreensíveis
E outros pertinentes

Meus versos podem até variar
Falar do céu, fogo ou do mar
Mas uma imagem permanece
E é uma imagem que me aquece

Não importa o que eu faça
É impossível esquecer
E não importa a fumaça
Sempre poderei ver

Nada me impedirá de ver
A pessoa que anima meus sonhos
Em quem meus sentimentos ponho
Você sabe que ela é você

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Você não sai dos meus pensamentos!

Tenho que admitir que essa poesia ficou bem ruinzinha…

Seja céu ou seja mar, você – Hirasawa Riku

Paradoxo de um Diálogo – Hirasawa Riku

Mamãe, mamãe
Por que tu sempre me ignoras?
Eu fico gritando em vão
Tu me enxergas mas não me olhas

Mamãe, mamãe
Todo o tempo estive aqui
Só te peça que não finja
Que já desapareci

Mamãe, te digo
Nunca, ninguém maltratei
Se não quiseres, não vingo
Eu não te destronarei

Mamãe, me explica
Qual foi meu tão horrendo crime?
E por que já me criticas
Se você ainda não viu esse filme?

Mamãe, me escute
Pois continuo a gritar
Essas pessoas que te iludem
Não compreendem o que é de cá

Mamãe, mamãe
Eu te digo que morri
Mas nunca derramei sangue
A minha vida perdi
Sendo que eu nunca nasci

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A maior covardia do mundo…

 

Poesia indicada para o Festimar 2008!

http://br.youtube.com/watch?v=AUsbXK5hats

Vídeo vencedor do Festimar 2008!

Paradoxo de um Diálogo – Hirasawa Riku