Dull Night

Dull night
Oh, such a dull night
Where’s the strong knight
Should I not be proud?
What’s to become of me?

I’m out of the wind’s reach
Hard to see the peace I seek
Hard to gather the calm to sit
What’s to become of me?

Maybe I shouldn’t’ve left your side
Maybe I told myself a downright lie
Maybe I can’t swim against the tide
What’s to become of me?

I still look forward to brighter days
And hope that things may simply change
Maybe in the end I’ll find my way
I hope it is what is to become of me

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What’s to become of me?

Dull Night

Janaína – Hirasawa Riku

Janaína, Janaína

Janaína, uma menina muito esperta
Sabia o que sua vida ia aprontar
E certeza tinha ela que era certa
A saudade que jamais ia durar

Janaína, uma menina muito simples
Em sua vida toda, pouco desejou
Apenas pequenas transições de castas
Esperança envolvida com um tal de amor

Janaína, uma menina muito doce
Uniu pessoas a lutar por sua causa
E lá gemendo muito gritava asmática
Nada via no momento de sua pausa

Janaína, uma menina tão feliz
Já sabia que um problema ainda havia
Resolveu cortar o mal pela raiz
E de preto, já chorando eu a via

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O que você acha?

Janaína – Hirasawa Riku

Imposição – Hirasawa Riku

 

Entre quatro paredes...

 

Nos passos descompassados de um coração
Na batida contida da brisa do céu
Intuito fortuito, sim, eles tentarão
Com a graça sem graça de corromper o véu

Os alvejados passos marcados irão
Seguindo sem riso os compassos desse réu
Ao destino longíquo dar-lhe-á suas mãos
E ao paladar amargar o mais doce mel

Na vontade sem vontade brilhando em cor
No vazio falta brio pra buscar nova luz
As barreiras em cadeia disfarçam a dor

Feridas contraídas enchem-se de pus
Nostalgia em epidemia desabrocha em flor
Aqui jaz a paz soterrada sob uma cruz

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Um ato imposto dói. Uma vida imposta é uma tortura.

Imposição – Hirasawa Riku

Barricada – Hirasawa Riku

Do invisível faz-se barricada
Do invisível faz-se barricada

Choro e ranger de dentes
Prantos ao chão molhar
Barulhos estridentes
Espadas cortando o ar

Frutas sendo esmagadas
Uma corrida sem fim
Uma enorme barricada
Deitada no capim

As passagens estreitas
Sendo minimizadas
As escolhas desfeitas
Aumentam a barricada

Uma guerra sem esperança
É travada sem vista
E com muitas andanças
Seguidores despista

E a barricada cresce
Começa a te cercar
Mas a flor vem, floresce
E te faz respirar

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Sinta a barricada para poder desbancá-la.

Barricada – Hirasawa Riku

O Dia Em Que O Céu Ficou Vinho Tinto – Hirasawa Riku

Até no mais escuro dos dias, há uma brecha de luz
Até no mais escuro dos dias, há uma brecha de luz

Está dando tudo errado
Difícil de acreditar
Pois com tantos nós atados
Sinto muita falta d’ar

Parece que o azul celeste
Se fechou num vinho tinto
Com tudo que me fizeste
Me sentir como eu me sinto

É difícil de entender
A lógica dos fatores
É como querer bater
Em dois grandes lutadores

Mas tudo ainda é curioso
Pois não consigo chorar
Pois eu continuo tendo asas
E sei que consigo voar

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Sabe aquele dia que parece que nada dá certo? Aquele dia em que tudo é como chutar uma parede: doloroso e inútil? Aquele dia em que seus problemas parecem crescer e ter o triplo do seu tamanho?
Pois é… É muito desagradável! Parece que todos os nossos esforços para melhorar as coisas são em vão e que no fim de tudo, nada melhora… Temos a sensação constante de que há uma complexa conspiração do universo contra as nossas vontades e desejos e, assim, nos revoltamos contra tudo e todos. Ficamos mais ríspidos e dispensamos os comentários alheios, preferindo ficar reclusos em nosso íntimo sofrimento.
É aí que cometemos o maior de nossos erros.
Quando decidimos nos fechar, as portas para melhorar o nosso campo de visão se fecham: como enxergar a luz se fechamos os olhos? Esquecemos as possibilidades maravilhosas que a vida guarda diariamente para nós, as pessoas mais prestativas que gostariam de nos apoiar em momentos delicados; mas o relógio não para de girar, assim, enquanto perdemos tempo em que poderíamos estar buscando um sorriso para curtir o nosso infortúnio, a nossa desgraça, a nossa dor.
Tornou-se hábito olhar para as direções erradas, para os lugares errados na hora da dor. Em vez de remoer as nossas árduas complicações, temos que buscar alternativas que fujam da irritação e do ódio. Soluções que irão nos fazer bem são possíveis! Nenhuma pessoa vai se sentir melhor em relação a qualquer problema apelando para vigança ou deixar-se cair em depressão… É preciso fazer algo extremamente difícil, mas que sempre acalenta o coração: perdoar.
Se você é o culpado pelos seus problemas, perdoe-se. Se seu marido é o culpado pela sua dor, perdoe-o. Se sua amiga é a culpada por suas preocupações, perdoe-a. Se seu vizinho é o culpado por suas angústias, perdoe-o. Se um estranho é o culpado pela sua inquietação, perdoe-o. O perdão não é um presente que você dá para as outras pessoas! Engana-se quem pensa desta forma. O perdão é o maior presente que alguém pode dar pra si mesmo. Talvez, com mais carinho e compreensão, cada um será mais capaz de encarar as adversidades impostas pela vida com mais energia!
Faça um favor para você mesmo: perdoe.
O Dia Em Que O Céu Ficou Vinho Tinto – Hirasawa Riku

Prantos Gélidos – Hirasawa Riku

Buscai a luz
Buscai a luz

Sinto meu peito apertado
Inquieto quero parar
Mas algo que me impulsiona
Já desfigura meu mar

Vejo tudo sem enxergar
Cheiro tudo sem nariz
Respiro sem nem ter ar
Sinto aquela cicatriz

Esse meu peito inflamado
Congela em poucos segundos
É como um dragão alado
Se mostrando moribundo

Os meus olhos latejantes
Vão sorrindo em prantos gélidos
Pois já não são em contos épicos
Que estão vivendo os gigantes

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Se não soubermos identificar os verdadeiros gigantes, seremos como um dragão moribundo…

Prantos Gélidos – Hirasawa Riku

Cântico de Morte – Hirasawa Riku

Foi como conto de fadas
Essa estória foi contada
E levada pela estrada
Que hoje já é sanguinária

Tudo foi assim, passo-a-passo
Mas, tudo no descompasso
Tudo foi com bordões de aço
Porém, eu tudo rechaço

Veja que caibo numa caixa
Que é só de lamentações
Nem ouvindo muitos rojões
Essa ferida se enfaixa

Mas, do coração a batida
Acelera o pensamento
E diminui tal tormento
Somando muito à minha vida

Mas na névoa escurecida
Que contorna, só, o seu sítio
E que incrementa os seus vícios
A minh’alma vai recolhida

Enquanto em luz me recubro
Tu nas trevas te recolhe
E com cântico de morte
No final, sozinho te cubro…

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Só espero que não se concretize…

Cântico de Morte – Hirasawa Riku