Guilhotina – Hirasawa Riku

Ela corta

Na mira da guilhotina
Acendem-se os pavis
Aquilo que me ensinas
Não sei bem o que me diz

Falando, fico calado
Andando, corto meus pés
Sozinho, fico ao seu lado
Por ora, sei quem tu és

Renderam o vocabulário
Tão sem jeito, tão sem diálogo
E cada porta que eu abro
Amplia meu silabário

Enquanto há os que não entendem
Portas se fecham ao redor
O homem retorna ao pó
E eles ainda não compreendem

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Ela corta impiedosamente.

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Guilhotina – Hirasawa Riku

Adejar – Hirasawa Yuuki

 

O amor liberta

 

Perdoe-me caro e excelentíssimo ser que inventou o amor:
Perdão por todas as vezes que eu contestei sua criação,
Perdão por todas as coisas que disse em vão,
Perdão por deixar-me levar pelo rancor e pela dor.

Agora percebo o que fiz.
Deixei meu coração falar mais alto que a razão
E ele por sua vez me fez refém em sua prisão.
Fez de mim o que bem quis.

Mas agora que sou um ser racional novamente
E o meu coração está calado
Concertei boa parte do que fiz de errado.

Não peço que me entenda, nem ao menos tente,
Pois só quem já amou e foi amado
Sabe que a vida não retorna ao passado
E que a dor é permanente independente do tempo presente.

Só peço que da próxima vez que sua criação me visitar
Ela me dê a honra de um abraço, um beijo e um aperto de mão
Que ela não entre batendo em mim nem me jogue no chão
Pois não sei o quanto ainda consigo agüentar
Nem o quanto sou capaz de amar.

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Ela me visitou.

Adejar – Hirasawa Yuuki

Inevitável Rima – Hirasawa Riku

Para todo o sempre, não é?

Eu fico aqui ouvindo música
Em frente ao computador
Só querendo ouvir seu alô
Ver-te ornada em leve túnica

Exponho-te meus pensamentos
Minha alma e meu coração
E preparo a ti uma canção
Então, em seu amor eu me assento

E com a cruz, e olhos pro céu
A Ele eu sempre agradeço
Pelo mais belo cortejo
Pelo tão almejado véu

Magnífica és a pureza
Inevitável é a rima
Tu bem sabes que é a tua sina
Tu és minha amada Tereza

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Para sempre.

Inevitável Rima – Hirasawa Riku

Por quê? – Hirasawa Riku

... por quê?

Por que eu fico olhando torto pras nuvens?
Por que que eu fico esmerando o fracasso?
Por que que penso que fiz o que pude?
Por que que eu não faço mais do que faço?

Por que não vivo sem qualquer pelugem?
Por que que eu vivo em busca de um tratado?
Por que eu não percebo as coisas que surgem?
Por que eu não consigo sair derrotado?

Por que não há respostas pra minha questão?
Por que não há motivos para chorar?
Por que que os que ficam não são os que vão?

Por que não viver de pernas pro ar?
Por que não correr se acho que é são?
Só sei: sem você não sei respirar

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Não sei… Ou sei? Será? Talvez… Possivelmente!

Por quê? – Hirasawa Riku