Paradoxo de um Diálogo – Hirasawa Riku

Mamãe, mamãe
Por que tu sempre me ignoras?
Eu fico gritando em vão
Tu me enxergas mas não me olhas

Mamãe, mamãe
Todo o tempo estive aqui
Só te peça que não finja
Que já desapareci

Mamãe, te digo
Nunca, ninguém maltratei
Se não quiseres, não vingo
Eu não te destronarei

Mamãe, me explica
Qual foi meu tão horrendo crime?
E por que já me criticas
Se você ainda não viu esse filme?

Mamãe, me escute
Pois continuo a gritar
Essas pessoas que te iludem
Não compreendem o que é de cá

Mamãe, mamãe
Eu te digo que morri
Mas nunca derramei sangue
A minha vida perdi
Sendo que eu nunca nasci

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A maior covardia do mundo…

 

Poesia indicada para o Festimar 2008!

http://br.youtube.com/watch?v=AUsbXK5hats

Vídeo vencedor do Festimar 2008!

Paradoxo de um Diálogo – Hirasawa Riku

Cântico de Morte – Hirasawa Riku

Foi como conto de fadas
Essa estória foi contada
E levada pela estrada
Que hoje já é sanguinária

Tudo foi assim, passo-a-passo
Mas, tudo no descompasso
Tudo foi com bordões de aço
Porém, eu tudo rechaço

Veja que caibo numa caixa
Que é só de lamentações
Nem ouvindo muitos rojões
Essa ferida se enfaixa

Mas, do coração a batida
Acelera o pensamento
E diminui tal tormento
Somando muito à minha vida

Mas na névoa escurecida
Que contorna, só, o seu sítio
E que incrementa os seus vícios
A minh’alma vai recolhida

Enquanto em luz me recubro
Tu nas trevas te recolhe
E com cântico de morte
No final, sozinho te cubro…

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Só espero que não se concretize…

Cântico de Morte – Hirasawa Riku

Minha amada Nathália – Hirasawa Riku

É difícil descrever
Aquilo que é indescritível
Essa chama é invisível
Mas fácil de perceber

Bate, bate o coração
Acelerado, feliz
Já não existe cicatriz
Em meio a tão bela unção

Sai soprando suave a brisa
Serena, sem som, sutil
Sem cessar, nunca sumiu
Sempre assim, soando tão antiga

Não existe qualquer metáfora
Nem sequer uma metonímia
Nem aliteração explica
Pior ainda se for pitágoras

Regras não vão definir
O sentimento tão puro
Que límpido a se sentir
Ele me tira do escuro

Minh’alma exulta em alegria
Desde que entrou em minha vida
Sempre fostes tão querida
Tu és mais bela que a poesia

Nem os monumentos da Itália
Nem um mar repleto de rosas
Pois não há versos ou prosas
Que se comparem agora
À minha amada Nathália

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São 7 meses de namoro, 7 meses maravilhosos de um sentimento rico e forte! O nosso amor é eterno! Esses versos não são nada comparados ao nosso sentimento que perdurará!

Minha amada Nathália – Hirasawa Riku