Língua Materna – Hirasawa Riku

I must ask you to leave
Just let me rest in peace
I wonder if my time’s came

I want to watch it again
The movie is always the same
What does fill this can?

Porque eu a abandonei
Sem nem dó nem piedade
Eu já reinvindiquei
Agora tô sem saudade?

Minha língua tão bela
Que é tão doce e singela
E o poeta dizia
Lá na sua poesia

Eu posso terminar
Estes primeiros versos
Mas não posso largar
A minha mão desse terço
Nem minha língua de berço…

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O Português, lígua originária do Latim, idioma que foi o mais falado no mundo do século XIII ao século XVI (estatística aproximada), língua de beleza infinita e que jamais deve ser esquecida… Os outros idiomas tem belezas sim, mas isso jamais pode diminuir a Língua Portuguesa!

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Língua Materna – Hirasawa Riku

Poeta Sem Rumo – Hirasawa Riku

Hoje eu estou desolado
Já não quero escrever
Estou tão chateado
Mas não tenho poder…

Minha criatividade
Já está ofuscada
Se bem que nessa idade
Eu queria uma fada

Talvez com uma musa
Meus versos se enchessem
Com mais de meia-dúzia
De palavras sem blusa

Talvez com a mulher
Toda a poesia
Ganhe mais melodia
Erotismo, ah, é!

Ignore esses meus versos
Já não são racionais
Os prazeres carnais
Iludiram o método

De um poeta sem rumo
E sem uma bandeira
Que na noite espreita
Arrumando seu mundo.

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Essa é a minha postura em relação a tudo isso que vemos nos dias de hoje…

Poeta Sem Rumo – Hirasawa Riku

Exame de Consciência – Hirasawa Riku

Veja, olhe que a cena foi horrível
Veja, olhe que o corpo está sofrível
Vejo, olho e não dá pra agüentar…

Veja que na face nada se passa
Não há sinal exposto na carcaça
Eu vejo que é possível suportar

E veja que com coração vazio
Não dá para ter o corpo sadio
Que a rotina de viver por um fio
E que nesse calor se sente frio

Só veja que com coração aberto
Dá para achar cada caminho certo
Cada feiticeiro encontra o seu cetro
O que está distante fica mais perto

E veja que até o mais lunático
Deita, dorme, também tem de sonhar
E que até alguém que se diz fantástico
Sempre vai necessitar desse altar

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Todos nós necessitamos do altar!

Exame de Consciência – Hirasawa Riku

Ilusão de Ótica – Hirasawa Riku

Vejo o que não quero
Eu vejo o esmero
D’uma vida sórdida

Andando nas horas
Que sozinho exploras
Tantas linhas mórbidas

Olho pra paisagem
E perco a viagem
Em ilusões sóbrias

Olho o horizonte
É plano, é um monte
Símbolo de cólera

Eu olho os seus olhos
Tão azuis que eu choro
Belos como ópera

No vão de cores vãs
Borrões em mão cristã
E a ilusão de ótica

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No vale da vida, há instrumentos… Muitos instrumentos.

Ilusão de Ótica – Hirasawa Riku

Um Conto de Amor – Hirasawa Riku

Eu fico te esperando
Pensando em teu olhar
Profundo como o mar
E belo como um canto

Eu fico imaginando
Seu rosto angelical
Levanta o meu astral
Me cobre com um manto

Eu fico recordando
O seu jeito de ser
Moldado por você
A quem estou amando

E fico aqui em pé
Que venha o que vier
E não importa o perigo
Eu estarei sempre, sempre
Caminhando contigo!

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Me emociono só de pensar em tudo isso… Será amor?

Um Conto de Amor – Hirasawa Riku

Sussurro – Hirasawa Riku

É quando eu estou pensando
Que o sussurro lá de dentro
É sereno e brando
Mas está sofrendo

Somente nesses momentos
O sussurro se liberta
Vê uma porta aberta
Mas é pouco tempo

Ele é sufocado
Pela nuvem negra
O sopro bastardo
Ele não vê seda…

Chorando no espelho
Vivendo queimado
Todo o tempo preso
No arame farpado…

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Nem tudo pode ser visto…

Sussurro – Hirasawa Riku