O Sonhador – Hirasawa Riku

As vezes sem sentido
As vezes vem partido
As vezes sem razão
As vezes, emoção

As vezes é tranquilo
Outras, assustador
Pode ser esquisito
Ou um revelador

Pode ser bem sonhado
Pode ser fantasia
Pode ser um chorado
Ou um de alegria

Pode ser ilusão
Ou a realidade
Pode ser solidão
Ou a prosperidade

Mas o certo é que é incerto
E não há o sonho correto
Sei que eu queria voar
Asas pra pairar no ar

Sonho de liberdade
E de felicidade
E que encontrar o amor
Não seja a unidade
Só para o sonhador…

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Sonhar é uma arte nobre da mente… Um pegadinha eminente… Uma criança sorridente… Um pássaro escarlate… Um gigante à nocaute… O universo em blecaute… O sabiá a cantar… A multidão a gritar… A criancinha a sonhar…

O Sonhador – Hirasawa Riku

Valsa Sombria – Hirasawa Riku

Por que você está aqui?
Sua presença só me enoja
Você está a me deprimir
Por que ainda não foi embora

Seu hálito cheira a vômito
O seu olhar é infernal
O seu lado bom é cômico
Diferencial, banal

Sua justiça é injusta
Sua coragem, covarde
Se tudo em você me frustra
A sua covardia aqui arde

A sua verdade é tão falsa
A sua luz é tão sombria
Sua vida é como uma valsa,
É toda interpretativa

E todo esse seu teatro
Pode se perpetuar
Mas por todos os seus atos
Você terá que pagar…

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Ninguém vai embora sem pagar… Ninguém faz algo sem sofrer conseqüências… Isso não é uma opção, espero que “você” saiba disso…

Valsa Sombria – Hirasawa Riku

Lágrima – Hirasawa Riku

Cai, cai e cai, pode cair
Escorrega devagar
Esse meu rosto a limpar
Qualquer coisa, pode vir

Leva contigo a tristeza
E deixe ficar a paz
Destrua todos os “mas”
Dê o calor à frieza

Poema pequeno
Curto e enxuto
Mas está de luto
Poema tão puro…

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Poema em homenagem ao Robson, que descobriu um câncer.  Fique tranquilo, pois a vontade de Deus prevalecerá!

Lágrima – Hirasawa Riku

Prantos contidos – Hirasawa Riku

Essa melancolia
Tão sutil e aguda
Como uma dor pontuda
E nunca vem tardia

O meu coração sofria
E minh’alma então chorava
De desespero, gritava
Eu sabia, ninguém ouvia

Na solidão, ninguém via
Essa criança chorosa
E que tão só, desgostosa
Nadando em prantos, sorria

Não conhecia a alegria
Só sabia de falsidade
Só assistia crueldade
Gastando prantos, sorria

Sorria sem alegria
Porém, jamais sem motivo
Pois confiar no destino
Necessita de euforia

Uma só pessoa havia
Para se dar proteção
E com tal grande missão
Com muita calma, sorria…

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Com certeza, poucos me conhecem o suficiente para entender a essência dessa poesia… Poucas cenas me inspiram tanto quanto meu passado, que guarda recordações muito tristes… Não hei de citá-las em público, no entanto, elas me inspiram em muitas poesias, como essa que escrevi agora…

Prantos contidos – Hirasawa Riku

Poema à brisa do mar – Hirasawa Riku

Olho para o mar
Fico a me lembrar
Tudo que pensei
Tudo que falei

Lembro de você
Tudo que se vê
Brilho do sorriso
Leva ao infinito

Me leve com você
Me ajuda a esquecer
Tudo que passou
O que massacrou

Conduza-me ao luar
Me faça despertar
Do nobre pesadelo
Da minha vida, o selo

Conduza me a luz
Me ensine o amor
Me encha de calor
Limpe o meu pus

Me ajude a esquecer
A melancolia
Pra de novo eu ter
Viva alegria

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Esclarecimento: Pus = Líquido que sai de feridas infeccionadas, não me referi ao verbo.

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“Preciso de um amor pra vida toda”

“Amar até quando Deus quiser”

Frases que resumem o que eu quero sentir, frases que insinuam o meu refletir.

Poema à brisa do mar – Hirasawa Riku