Estrela Cadente
Ainda nos atuais tempos eu devo dizer
Que sinto apertar lá no fundo o coração
Ao me ver forçado a desse jeito te ver
Nessa inconsolável vil tristeza em ascenção
Confesso que eu não tenho idéia de como agir
Que sem forma alguma de reação eu sempre fico
Parado a observar-te, eu sei que só cabe a ti
A minha pessoa, de nada serve a ação nem o grito…
Reticências, vírgulas, palavras inúteis!
Nada, jamais, vai surtir o devido efeito
Pois seu corpo e sua alma são deveras mui fúteis
Somente apodrecem o que chamas de seu seio
Eu fico a me sentir por completo impotente
E fico a me questionar, será que não sou?
Pois eu sou como a mais bela estrela cadente
Como pássaro que tentou pegar, mas voou
Jamais hei de estar amarrado em suas vis mãos
Como tu querias profundamente que fosse
Talvez, imensa e brilhante alegria eu te trouxe
Mas tudo tenha sido por completo em vão
Pois da única existente salvação
Foges sem nem ao menos parar para pensar
Sai correndo desesperado a profanar
Dá o seu categórico e ornamentado não…
Talvez um dia, venha a perceber o seu erro
De confiar demais naquela estrela cadente
E que seja antes que lá do mar a corrente
Te arraste quando for o momento do enterro
————————————————————
Foco… Algo que não devemos perder de forma alguma…
Julho 5, 2008
“Foco… Algo que não devemos perder de forma alguma…”
Pra mim, isso já valeu tudo!
Parabéns pelas suas elocubrações, meu caro!
Abraços!
Ahh, esse foi o melhor de todos *-*’