Quando Estou Longe de Você

Publicado: dezembro 26, 2011 por † Riku † em Amor, Poesia, Sofrimento

Você já sentiu seu coração ser levado para longe?

Estou aqui parado ouvindo o som do mar
Estou sentindo as lambidas da leve brisa
Tudo que eu queria era poder te alcançar
Essa sua presença viva que me anima

Talvez eu chamasse este lugar de meu lar
Talvez eu achasse a minha vista linda
Mas se você é a beleza maior que há
Então, pensar somente em ti é a minha sina

Então hei de lamentar sua ausência
Hei de chorar por não estares aqui
Sentir a dor pela volta tão lenta

O relógio mais duro que eu já vi
E nem ao menos mover-se ele tenta
Prefere-me torturando-me assim
Sem ti

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Quanto maior a dor da separação, maior a alegria do reencontro

Janaína – Hirasawa Riku

Publicado: dezembro 25, 2011 por † Riku † em Melancolia, Morte, Poesia

Janaína, Janaína

Janaína, uma menina muito esperta
Sabia o que sua vida ia aprontar
E certeza tinha ela que era certa
A saudade que jamais ia durar

Janaína, uma menina muito simples
Em sua vida toda, pouco desejou
Apenas pequenas transições de castas
Esperança envolvida com um tal de amor

Janaína, uma menina muito doce
Uniu pessoas a lutar por sua causa
E lá gemendo muito gritava asmática
Nada via no momento de sua pausa

Janaína, uma menina tão feliz
Já sabia que um problema ainda havia
Resolveu cortar o mal pela raiz
E de preto, já chorando eu a via

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O que você acha?

Olhos Rubros

Publicado: dezembro 7, 2011 por † Riku † em Morte, Poesia, Sofrimento

Olhos Rubros

O céu se abre vinho tinto
O vento vermelho sopra
Meus olhos rubros, não minto
São a solidão da ópera

O escarlate que escorre em seus seios
Se mistura com a lama do quintal
E agora, meu amor, eu já receio
Que este golpe com punhal, sim, foi fatal

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Que vermelho é esse?

Controvérsias de um Mundo Vão

Publicado: novembro 7, 2011 por † Riku † em Poesia

Fim da linha?

Eu quero te ver esta noite
Envolta por um mar de rosas
Calar com agonia o açoite
Respirar o formol que soltas

Sua pele enegrecida miro
Com água salgada em minha face
Digo que é tão longo o suspiro
Que talvez nunca mais se acabe

O Céu se abre e a Terra se fecha
Controvérsias de um mundo vão
Ficam os tesouros, fios e mechas
Pra quem fica, a escuridão

Mas no sofrimento há brecha
Quando a Ele se estende a mão
E se a morte vem como flecha
Ele é vida e ressurreição
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Fim?

Sono – Hirasawa Riku

Publicado: outubro 29, 2010 por † Riku † em Poesia, Sonho

Dormir, sonhar...

Segundos, segundos, o escuro
Eu sinto o fechar de minhas pálpebras
Alugo o diurno e o noturno
Eu dispenso da vida a álgebra

Este é o silêncio mais sonoro
Estas são as falas mais caladas
É o universo novo que exploro
Eis o gentil mundo das fadas

Até que chamas passam a arder
Rota de fuga quero achar
Sombras escuras a temer
Em surto, tentas achar o ar

Mas o sol nasce co’alegria
Ouço o som do despertador
E se em sonho chorava ou sorria
O que importa é que já acordou

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E você? Já acordou?

Imposição – Hirasawa Riku

Publicado: outubro 18, 2010 por † Riku † em Melancolia, Poesia, reflexão, Sofrimento

 

Entre quatro paredes...

 

Nos passos descompassados de um coração
Na batida contida da brisa do céu
Intuito fortuito, sim, eles tentarão
Com a graça sem graça de corromper o véu

Os alvejados passos marcados irão
Seguindo sem riso os compassos desse réu
Ao destino longíquo dar-lhe-á suas mãos
E ao paladar amargar o mais doce mel

Na vontade sem vontade brilhando em cor
No vazio falta brio pra buscar nova luz
As barreiras em cadeia disfarçam a dor

Feridas contraídas enchem-se de pus
Nostalgia em epidemia desabrocha em flor
Aqui jaz a paz soterrada sob uma cruz

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Um ato imposto dói. Uma vida imposta é uma tortura.

Nuvens de Agosto – Hirasawa Riku

Publicado: outubro 17, 2010 por terezapsantos em paisagem, Poesia, reflexão

Nas nuvens de agosto
Espairo na grama
É o vento que tomo
É a voz que me chama

Calado em silêncio
Os calmos suspiros
A paz que sustento
A paz que transpiro

Os raios de sol
Sim, beijam o meu rosto
Sei que não estou só
Sei que não estou louco

Pois durante o inverno
Nuvens já não há
Mas tudo que é eterno
Alarga o meu mar

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Eu gosto de nuvens…

Guilhotina – Hirasawa Riku

Publicado: julho 12, 2010 por † Riku † em Poesia

Ela corta

Na mira da guilhotina
Acendem-se os pavis
Aquilo que me ensinas
Não sei bem o que me diz

Falando, fico calado
Andando, corto meus pés
Sozinho, fico ao seu lado
Por ora, sei quem tu és

Renderam o vocabulário
Tão sem jeito, tão sem diálogo
E cada porta que eu abro
Amplia meu silabário

Enquanto há os que não entendem
Portas se fecham ao redor
O homem retorna ao pó
E eles ainda não compreendem

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Ela corta impiedosamente.

Adejar – Hirasawa Yuuki

Publicado: julho 8, 2010 por terezapsantos em Amor, Poesia
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O amor liberta

 

Perdoe-me caro e excelentíssimo ser que inventou o amor:
Perdão por todas as vezes que eu contestei sua criação,
Perdão por todas as coisas que disse em vão,
Perdão por deixar-me levar pelo rancor e pela dor.

Agora percebo o que fiz.
Deixei meu coração falar mais alto que a razão
E ele por sua vez me fez refém em sua prisão.
Fez de mim o que bem quis.

Mas agora que sou um ser racional novamente
E o meu coração está calado
Concertei boa parte do que fiz de errado.

Não peço que me entenda, nem ao menos tente,
Pois só quem já amou e foi amado
Sabe que a vida não retorna ao passado
E que a dor é permanente independente do tempo presente.

Só peço que da próxima vez que sua criação me visitar
Ela me dê a honra de um abraço, um beijo e um aperto de mão
Que ela não entre batendo em mim nem me jogue no chão
Pois não sei o quanto ainda consigo agüentar
Nem o quanto sou capaz de amar.

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Ela me visitou.

Inevitável Rima – Hirasawa Riku

Publicado: julho 7, 2010 por † Riku † em Amor, Poesia
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Para todo o sempre, não é?

Eu fico aqui ouvindo música
Em frente ao computador
Só querendo ouvir seu alô
Ver-te ornada em leve túnica

Exponho-te meus pensamentos
Minha alma e meu coração
E preparo a ti uma canção
Então, em seu amor eu me assento

E com a cruz, e olhos pro céu
A Ele eu sempre agradeço
Pelo mais belo cortejo
Pelo tão almejado véu

Magnífica és a pureza
Inevitável é a rima
Tu bem sabes que é a tua sina
Tu és minha amada Tereza

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Para sempre.